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abr 16 2008

The King of Fighters: Wing - a versão online de KOF

Arquivado em Fighting games, Resenhas

Desde que escrevi o artigo sobre o declínio de KOF muita gente tem vindo do Google buscando por “kof online” e afins. Como essas visitas aconteciam quase diariamente, tive curiosidade e fui pesquisar um pouco.

The Kinf of Fighters: Wing

The King of Fighters: Wing

Acabei encontrando The King of Fighters: Wing, criação do FlashWing Studio. A versão 1.0 foi lançada no dia 24 de Fevereiro deste ano.

Infelizmente, esses são os únicos detalhes que tenho sobre o desenvolvimento do jogo. A falta de informação, desse ponto de vista, no site do autor é espantosa.

Mas vamos nos ligar no detalhe mais importante: O jogo, em si.

Personagens

KOF Wing - tela de seleção

Inicialmente, 6 personagens estão disponíveis:

  • kyo
  • K’
  • Kula
  • Moriya (The Last Blade)
  • Ryu (Street Fighter)
  • Iori

Você escolhe um desses personagens, luta contra todos os outros e enfrenta Orochi. Quando ele é derrotado, ressurge mais forte e com novos golpes (como Rugal, em KOF 94). Então, se você conseguir derrota-lo, 4 novos personagens estarão disponíveis:

  • Kyo 2 (Kyo da 95, mas com especiais da 97)
  • Iori 2 (os golpes são os mesmo, só os especiais são diferentes)
  • Orochi
  • Orochi 2 (novos golpes e especiais)

Atualização (06/05/2008): Depois que vencer Orochi, para escolher os personagens secretos basta pressionar a tecla O (letra o) antes de escolhê-los.

Jogabilidade

Eu não entendo porcaria nenhuma sobre desenvolvimento de jogos em flash, mas já experimentei alguns fighting games para essa plataforma. Nenhum deles é o que pode ser chamado de razoável.

Como afirma o próprio autor, esse é o melhor jogo de luta da internet até agora. Até parece algo feito pela própria SNK. É possível fazer tudo exatamente do mesmo jeito que você faria nas versões oficiais (combos, especiais, TUDO!).

Orochi vs Kyo - KOF: Wing

Orochi vs Kyo

Kyo vs Ryu - KOF: Wing

Kyo vs Ryu

Iori vs Kula

Iori vs Kula

Além das características comuns, todos os personagens têm dois especiais duplos exclusivos de KOF: Wing. E são tão sensacionais e cheios de efeitos que um screen não poderia dizer nada a respeito.

Os cenários, como podem notar, são bem diversificados e até dinâmicos - não tanto quanto nas versões oficiais; acho que ficariam muito pesados.

Nível de dificuldade e Ranking mundial

KOF é legal, um dos meus jogos favoritos, mas somente quando é jogado por duas pessoas. Mesmo que esteja configurado em um nível alto, ainda é fácil, nunca se joga de igual pra igual.

Esse é o grande lance de KOF: Wing, a inteligência artificial. São 5 níveis de dificuldade:

O 1 e 2 são muito fáceis. O 3 é difícil, mas dá pra ganhar com um pouco de atenção e se não vacilar. Já no 4 e 5 parece que os oponentes podem prever teus movimentos. Conseguem te imobilizar, fazer combos complexos e soltam muitos especiais.

Outro recurso interessante é o Ranking mundial. Depois que você derrota Orochi 2, surge uma tela onde é possível inserir seu nome. Life, velocidade, combo e vitória são os critérios para a contagem dos pontos. Depois de inserir o seu nome, é possível ver o ranking do dia, semana ou mês corrente e também de todos os tempos.

Ranking mundial - KOF:Wing

Aliados, estes dois recursos são capazes de manter o interesse do jogador continuamente. Você estará jogando contra o computador, porém o nível de dificuldade será alto, e ao mesmo tempo estará competindo com jogadores de todo o mundo, na disputa pela melhor colocação no ranking.

Como jogar

Você pode jogar a versão online, que contém somente 3 personagens, ou baixar a versão completa (15,1 MB), com todos os recursos descritos neste artigo.

As teclas usadas para os controles são W, S, A e D (para direcionais) e U, I, O, J, K, L (para os botões). Acessando a opção Key Config é possível alterar essa configuração.

Para quem ainda não sabe fazer os comandos usando o teclado, o autor disponibilizou duas páginas que podem ser muito úteis:

  • Game System - explicações sobre o sistema de jogo
  • Skill List - clique na imagem de qualquer personagem e veja os comandos de todos os seus golpes e especiais.

Não é uma cópia das versões oficiais

The King of Fighters: Wing, apesar de, por enquanto, contar com apenas 10 personagens, trilha sonora composta por uma única música e ter aproveitado algumas coisas das outras versões, inovou na inteligência artificial e adicionou novos especiais e golpes aos personagens, dando-lhes uma nova cara (K’, por exemplo, está muito superior à sua versão em KOF 99). Ou seja, é algo singular, e não apenas uma cópia ou “homenagem”.

Caso você goste do jogo, faça visitas eventuais ao site do FlashWing, é bem provável que novos personagens sejam incluídos em futuras versões.

Atualização (19/04/2008): Acabo de ver uma notícia de que The King of Fighters, Samurai Shodown e Metal Slug ganharão versões online produzidas pela DragonFly, em acordo com a SNK: The kinf of Fighters online está sendo produzido!.

Atualização 2 (30/06/2008): Nos últimos dias esse artigo vem recebendo uma quantidade absurda de comentários irrelevantes e pedidos de suporte - que infelizmente eu não posso oferecer. Por esse motivo, a opção de acrescentar novos comentários foi desabilitada.

48 comentários

abr 11 2008

The 7th Saga

Arquivado em RPG, Resenhas, Super Nintendo

The 7th Saga, um RPG não muito conhecido, foi produzido pela Enix (responsável por grandes séries, como Dragon Quest e Star Ocean) e lançado para Super Nintendo, em 1993.

Tela inicial de The 7th Saga

Enredo

Depois de cinco anos de treinamento, o Rei Lemele reúne sete guerreiros distintos entre si e comunica-lhes sobre uma missão: Sete pedras místicas, chamadas Runes, estão espalhadas pelo planeta Ticondera; o guerreiro que conseguir reuni-las ganhará extremo poder, e se tornará o mais forte do universo.

Reunião dos sete guerreiros - The 7th Saga

Cada um deles recebe uma Bola de Cristal, que serve para localizar as Runes espalhadas no planeta Ticondera - funciona como o radar das Esferas do Dragão, em Dragon Ball Z.

Personagens

Para mim, o maior diferencial desse RPG são os personagens. Geralmente só temos uma opção de escolha, mas em The 7th Saga temos sete opções - e todos eles são diferentes em diversos aspectos (força de ataque, defesa, poder de magia, etc):

  • Kamil Dowonna (humano)
  • Olvan Jaess (anão)
  • Esuna Busy (elfo)
  • Wilme Pelin (alien)
  • Lux Tizer (tetujin)
  • Valsu Saizer (bruxo, sacerdote)
  • Lejes Rimul (demônio)

Visite estes links:

Cada um deles tem um motivo específico para entrar nessa missão. Valsu Saizer (sacerdote), por exemplo, pretende reunir as runes e obter poder para purificar o mundo, expulsando todos os demônios. Já Wilme Pelin (alien) é muito ambicioso, e só está visando o poder que poderá ganhar.

Dificuldade

Você só pode escolher um personagem, entretanto é possível conseguir um parceiro ao longo da jornada, para preencher sua fraqueza (tenha cuidado: nunca aconteceu comigo, mas já ouvi falar de alguns parceiros que podem roubar as runes).

Como, de uma certa forma, todos os sete guerreiros são rivais, confrontos entre eles são inevitáveis - e os mais difíceis! Se você estiver com uma - ou mais de uma - Rune e perder uma luta para um oponente, essa passará a ser dele, e você precisará suar um bocado para recupera-la.

The 7th Saga exige mais sabedoria na hora dos combates; se você não tiver uma estratégia desde o início, é bem provável que não consiga terminar.

Tudo depende, também, do seu estilo de luta. Eu sempre preferi usar um personagem com grande força de ataque e complementar com um parceiro para ficar como curandeiro - sempre usando a magia de cura. A melhor combinação que encontrei (para mim) foi a seguinte: Lux Tizer (tetujin) como personagem principal e Esuna Busy (elfo) como curandeira.

Novamente eu alerto: Muita atenção na hora de escolher seu personagem principal e seu parceiro. Se você, assim como eu, gosta de usar personagens com grande poder de ataque, Lux Tizer (tetujin) e Wilme Pelin (alien) são boas opções - são tão fortes que nem precisam equipar armas.

Cada uma das Sete Runes concebe um poder especial - teletransporte, aumentar pontos de ataque, recuperar hp, aumentar defesa, etc. Mas ao contrário do que muitos possam pensar, isso não trará nenhuma grande vantagem, nem tornará o jogo muito fácil: Em novos continentes os monstros serão tão fortes que as Runes passam a ser somente requerimentos para sua sobrevivência.

Combates

Apesar das batalhas ocorrerem por turnos, são bem dinâmicas, pois os combatentes estão sempre se movimentando e fazem gestos muito sugestivos tanto para atacar quanto para defender - Olvan Jaess (anão), por exemplo, posiciona o escudo em frente ao seu corpo, na hora de defender um golpe inimigo.

Lux e Esuna em batalha contra dois monstros

A visão em terceira pessoa também contribui para tornar as lutas mais dinâmicas, pois possibilita vermos os guerreiros atacando e defendendo, e também soltando magias.

Em diversos jogos RPG, nós só podemos ver o efeito da magia. Por exemplo, se soltamos uma para recuperar o HP, a única coisa que percebemos é uma mudança na barra. Em The 7th Saga as magias realmente acontecem, diversos efeitos gráficos são usados para representa-las.

Esuna usando magia - The 7th Saga

Na magia Vacuum (não é a da imagem acima), a tela inteira fica negra e surge um portal acima da cabeça do inimigo e ele é sugado lentamente até ser transportado para outro mundo e desaparecer.

Vale a pena ser jogado

Apesar de não ser tido como um clássico e não ter ganhado muita popularidade, vale muito a pena ser jogado. Por todos estes motivos já citados e também pela sua originalidade tanto nas batalhas quanto no enredo. Acredite, ao contrário de muitos outros jogos, é impossível prever o final (por alguém que joga pela primeira vez, claro). Jogue, e você verá o enredo virando de cabeça para baixo quando menos esperar.

17 comentários

abr 03 2008

Download de GTA, GTA 2 e Wild Metal

Arquivado em PC

Faz muito tempo que a Rockstar Games liberou em seu site, na seção Rockstar Classics, o download gratuito de GTA (1997), GTA 2 (1999) e Wild Metal (2000).

Muitos sites noticiaram na época, mas resolvi falar aqui no blog para os mais desavisados - como eu, que só fiquei sabendo há uns dois dias - e para constar nos arquivos do Game Retrô.

Links para download

Instruções para download

1. Role a página até o final e preencha os seguintes dados:

  • First Name (primeiro nome)
  • Last Name (último nome - sobrenome)
  • Age (idade)
  • Email (endereço de e-mail)
  • Street Address (endereço - rua e número)
  • City (cidade)
  • State (estado)
  • Zip (CEP)
  • Country (país)

2. Agora clique no botão Submit e abrirá um nova página apresentando os termos de uso. Role um pouco para baixo, marque a opção I Agree (eu aceito) e clique no botão Submit; o download será iniciado.

Pra quem conheceu GTA nas versões mais recentes (Vice City ou San Andreas, por exemplo), fica difícil jogar a primeira ou segunda versão, que tem uma visão aérea, como se a câmera estivesse em um helicóptero.

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mar 31 2008

Jogos de Terror

Arquivado em PC, Playstation 1, Reportagens

Em uma revista antiga - O Livro do Terror, acho que de 2002 ou 2003 -, li uma matéria muito interessante sobre a entrada do terror para o mundo dos games. Entrei em contato com André Forastieri, sócio-diretor da Futuro Comunicação, e pedi uma autorização para reproduzi-la na íntegra aqui no Game Retrô. Ele disse que podia mandar brasa, então lá vai:

Games apavorantes

Território típico dos livros e filmes, o terror fez tímidas inscurções pelo mundo dos videogames ao longo dos anos, sempre limitado pelos aspectos técnicos (os jogos tendiam a ter gráficos simples e caricatos, com o que se tornava mais difícil criar uma história séria e sombria) e pela tradição dos anos 80 e boa parte dos 90, segundo o qual videogame era coisa de criança, que serviam de palco para jogos como Super Mario Bros e Sonic.

Com a tecnologia se desenvolvendo a cada dia, os criadores passaram a investir no tema e a produção de games apavorantes começou a crescer. Alguns jogos de terror surgiram aqui e ali nos consoles, mas no PC, que sempre esteve tecnologicamente mais avançado, o gênero ganhou espaço.

Tudo mudou com o clássico Resident Evil que, em 1996, mostrou que os consoles já estava maduros o bastante para aceitar os gráficos elaborados e pesados, necessários para criar cenas tão realistas e assustadoras quanto as que estão presentes nos melhores filmes, e que o público que jogava videogames já estava mais do que disposto a encarar alguns sustos nos games.

Alone in the Dark

Alone in the Dark

Década de 20, estado de Louisiana, EUA. Você é o detetive Edward Camby, contratado por um antiquário para entrar na mansão mal-assombrada, palco do estranho suicídio de Jeremy hartwood, o antigo proprietário. Você aceita o trabalho e encontra um pesadelo assim que coloca os pés no lugar. Alone in the dark é um jogo revolucionário, lançado em 1993 para PC. Mostrando os personagens e objetos com gráficos poligonais, uma grande novidade para a época, foi o primeiro a reproduzir efeitos da câmera que antes só eram vistos nos filmes de terror. Cada virada nos corredores da mansão pode revelar um novo inimigo a ser enfrentado, e o ângulo de visão escolhido ajuda a criar uma atmosfera de suspense inédita num game. Além disso, a história foi baseada na obra de H.P Lovecraft, o que lhe dá um charme especial. É um grande jogo, e o único porém para quem quiser conhecê-lo agora, dez anos depois, são os próprios gráficos que o tornaram tão especial na época: os personagens em 3D mais parecem feitos em origami.

Resident Evil

Resident Evil

Seguindo bem de perto os passos de Alone in the Dark, Resident Evil é uma das séries mais bem-sucedidas no mundo dos games. Ao longo de suas várias versões, RE conta as aventuras do esquadrão de elite S.T.A.R.S contra as criações da Corporação Umbrella, que usa a biotecnologia para criar o vírus T, responsável pelo surgimento de zumbis que os jogadores têm de enfrentar.

RE é sempre uma experiência cinematográfica. Os cenários são realistas e os efeitos de câmera são usados com maestria, e o que Alone in the Dark tinha de Lovercraft, Resident tem de George Romero, o cineasta de A Noite dos Mortos-Vivos. RE causou o boom do gênero survival horror nos videogames com sua fórmula simples, mas eficiente: colocar os personagens cercados por zumbis e monstros em cenários fechados, sem grandes chances de fuga. Indefesos e sem esperança à principio, vão encontrando armas e desvendando os mistérios por trás da invasão dos seres. Tudo isso faz de RE uma das maiores séries de game de todos os tempos.

Silent Hill

Silent Hill

Criado pela Konami, Silent Hill surgiu para abocanhar uma fatia do mercado dos jogos de horror e é considerado por muitos como o melhor jogo do gênero. Investindo no aspecto psicológico do terror, mais do que no impacto da violência, este jogo coloca o personagem principal, Harry Madison, num verdadeiro pesadelo. Ao sair de férias com sua filha de 9 anos, ele sofre um acidente de carro nos limites da cidade de Silent Hill. Quando acorda, vê que sua filha sumiu do carro e que, provavelmente, foi para a cidade abandonada e coberta por uma espessa névoa. Pior: criaturas demoníacas rondam as ruas e uma trama envolvendo rituais satânicos se desenvolve diante de seus olhos. Um dos pontos altos aqui é a transformação dos cenários durante o jogo, como se a história fosse um pesadelo que só piora, e às vezes recua, fazendo os jogadores duvidarem da sanidade do pobre Harry.

Castlevania - Symphony of the Night

Castlevania: Symphony of the Night

Este não é exatamente um jogo de terror, mas tem tantos personagens clássicos que não pode ser ignorado. Castlevania é uma série de jogos mostrando a luta do clã Belmont, os caçadores de vampiros, contra o Conde Drácula, que ressuscita a cada cem anos. Tradicionalmente, cada jogo acompanha as aventuras do Belmont da vez pelos domínios do conde, enfrentando hordas de esqueletos vivos, morcegos, múmias e outros seres antes de uma batalha mortal com Drácula. Symphony of the Night, o melhor de toda a série, traz uma novidade para a fórmula: seu personagem é Alucard, o filho de Drácula, meio vampiro, meio humano. O tema do jogo é a exploração do castelo do vilão, desde as cavernas subterrâneas até a torre principal, que guarda muitas surpresas para quem achava que a fórmula da série havia se esgotado. O jogo é pura ação e conta com cenários e músicas extraordinários.

***

A matéria Games Apavorantes foi escrita por Marcel R. Goto e publicada originalmente na revista O Livro do Terror.

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mar 28 2008

Conheça 52 Jogos de Luta que fizeram sucesso nos anos 90

Arquivado em Arcade, Dicas, Fighting games

Encontrei no youtube uma série de vídeos intitulada Fighting Games of the 20th Century Final Bosses. Mostram os chefes finais dos jogos de luta que fizeram sucesso nos anos 90.

Eu fiquei satisfeito com a seleção por estarem presentes alguns dos meus jogos de luta favoritos: Street Fighter II, The King Of Fighters (várias versões) e Samurai Shodown 2. Só senti falta de Real Bout Fatal Fury - apesar da presença de outros títulos da série.

É interessante reparar em algumas curiosidades, como, por exemplo, a primeira versão de Street Fighter, lançada em 1987; Art of Fighting, um dos jogos que deram origem a série The King Of Fighters; e Street Fighter: The Movie, uma versão baseada no filme Street Fighter: A batalha final.

A fim de facilitar a identificação, preparei uma lista com os nomes de todos os fighting games apresentados nos vídeos.

Segue abaixo os links, seguidos pelas listas com seus respectivos jogos.

Parte 1:

  • Super Street Fighter II Turbo (1994)
  • Art of Fighting 2 (1994)
  • The King Of Fighters 97 (1997)
  • Vampire Hunter: Darkstalkers Revenge (1995)
  • Mobile Suit Gundam Exrevue (1994)
  • The Last Blade 2 (1998)
  • Street Fighter: The Movie (1995)
  • Marvel vs. Capcom (1998)
  • Waku Waku 7 (1996)
  • Fatal Fury: King of Fighters (1991)

Parte 2:

  • Fatal Fury Special (1993)
  • Street Fighter Zero 2 (1996)
  • Battle K-Road (1994)
  • The King of Fighters 96 (1996
  • X-Men: Children of the Atom (1994)
  • Street Fighter (1987)
  • Samurai Shodown III (1995)
  • World Heroes 2 (1994)
  • Real Bout Fatal Fury Special (1997)
  • Power Instinct II (1994)
  • Dragon Ball Z V.R.V.S. (1994)

Parte 3 (1/2):

  • Street Fighter II (1991)
  • Garou: Mark of the Wolves (1999)
  • World Heroes Perfect (1995)
  • Dragon Ball Z 2 - Super Battle (1995)
  • The King of Fighters 95 (1995)
  • Fight Fever (****)

Parte 3 (2/2):

  • Art of Fighting (1992)
  • X-Men vs. Street Fighter (1996)
  • Fighter’s History Dynamite (1994)
  • Samurai Shodown 2 (1994)

Parte 4 (1/2):

  • Street Fighter EX Plus (1997)
  • Kabuki Klash: Far east of eden (1995)
  • Galaxy Fight: Universal Warriors (1995)
  • Mortal Kombat (1992)
  • Fatal Fury 3: Road to the final victory (1995)
  • Street Fighter III: Third Strike - Fight for the Future (1999)

Parte 4 (2/2):

  • World Heroes Perfect (1995)
  • The King of Fighters 94 (1994)
  • Kaiser Knuckle (1994)
  • Dead or Alive 2 (2000)
  • Virtua Fighter (1994)

Parte 5 (1/2):

  • Savage Reign (1995)
  • Virtua Fighter 2 (1994)
  • Martial Champion (1993)
  • Samurai Shodown (1993)
  • The King of Fighters 98 (1998)

Parte 5 (2/2):

  • Sonic the Fighters (1996)
  • Double Dragon (1995)
  • Tekken (1995)
  • Gtangan (1994)
  • Street Fighter Zero (1995)

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